Carta de Amor ao FF
Meu querido FF,
porque insistes tu em crashar a cada minuto que passa? Não gostas de mim, não me adoras o quanto eu te adoro a ti? E que relacionamentos são esses com milhares e milhares de utilizadores satisfeitos por todo o mundo? E eu? Porque logo eu que não te posso estar contigo todo o meu tempo em que passo aqui no pc? Porquê? Diz-me porquê!! Sinto tanto a tua falta, meu querido FF. Para quando uma nova versão de ti, para que me deixes de maltratar e bloquear a páginas? Eu que gosto tanto de trabalhar contigo, tenho que me resignar ao estúpido do Crómio, que de vez em quando arma-se em parvo, mas pelo menos não me crash ou me bloqueia deliberadamente. IE é o demónio e bom, infelizmente não sou fã da Opera, só do programa que passa na TV.
Para quando, quando??? um novo FF querido, para que as minhas noites de trabalho não sejam passadas em lágrimas e gritos de sufoco e irritação??? Para quando FF?
Espero que tenhas em consideração este pedido da tua sempre apaixonada Susana.
Ps -Volta para mim!! Por favor!! Volta!
O facebook não gosta do meu gato!
Como? O facebook não gosta do meu gato? Por mais deprimida que fique com esta afirmação, a realidade é mesmo esta, o perfil do meu gato foi brutalmente bloqueado sem qualquer aviso prévio. Bom, eu fui avisada, e expliquei, mas até ao momento nada de resposta. E isto porquê? Um gato não tem o mesmo direito de ter amigos? De publicar o seu estado de humor ainda que pela dona em questão, enfim de publicitar o site da dona… Não pode? Onde nos estatutos do facebook diz que não pode? O próprio Mark Zuckeberg tem o seu lindo cão no facebook. Então se ele tem direito, eu não tenho o mesmo? Como é evidente o meu gato não possuí cartão de crédito, logo eu tinha de lhe pagar os anúncios… Mas epá, em tempo de crise, cortarem o perfil dele só porque tinha um cupão de anúncios grátis, é cruel demais meus amigos! Eu que até já tinha uma boa resposta para o pessoal do FB, caso me respondam é claro, assim uma boa dissertação em como a crise em Portugal afecta todos nós portugueses e em como um cupão de anúncios grátis pode fazer milagres pela nossa recuperação económica, quem sabe gerar um tal volume de negócios com os quantos fãs que o cupão ia gerar, mas nah!! Mas nem isso posso dizer, porque nem me responderam… será por se tratar de um gato??
Amor espacial
Adoro, adoro, adoro, as paixões da Internet! Sim, são das melhores que há, as mais verdadeiras e sinceras, mesmo que a única coisa que se veja é uma foto distorcida, e a parecer que a pessoa é um grande pedaço de homem ou mulher. Daquelas pessoas tão fantásticas que temos que as conhecer. Essas são as melhores. E depois dizem que a Internet não é um perigo…
Uma pessoa faz de tudo para que reparem nela, tira fotos sexy com a máquina, de preferência vista de cima (sabe-se lá porquê) e com poucas roupas. E se a posse for provocante tanto melhor. E depois é só esperar pelas inúmeras mensagens que chegam no facebook, e coisas semelhantes e escolher a dedo a vitima. Sim, a vitima, porque essas pessoas por vezes são apanhadas em redes sem andarem à pesca. Assim do nada passam a ser o mais que tudo, mesmo que não a conheça de lado nenhum. E as conversas surgem e tudo é agradável, o tipo tem 1,80, musculoso, loiro de olhos verdes, enfim um adónis. E no dia do tão esperado encontro sai um manco, marreco, zarolho, baixo e com um ar estranho, e quando se pensa que não se pode piorar eis que piora, o tipo é gago…. errrr ora que é feito do adónis_78? Sumiu-se ou nunca existiu? O melhor é fugir logo aos primeiros sinais, afinal a foto nem era do tipo, mas antes de um primo afastado…
E aquelas pessoas que se apaixonam por pessoas que desempenham altos cargos na Internet? Vulgo, administradores de alguma página ou outra coisa qualquer. E mais uma vez apenas com um simples foto, julgam estar perante o homem/mulher da sua vida, com quem já sonham em casar e apresentar os pais… E a vitima, mais uma vez, é apanhada, sem saber bem como nem porquê neste fabuloso enredo de novela mexicana. Claro que aqui um encontro não se justifica, mas quando acontece, ou a pessoa em questão fica marcada para sempre ou então a desilusão surge. Claro que para bem da vitima, esperemos que seja a última. Caso seja a primeira, sugiro que o predador faça uma visita ao Miguel Bombarda e se aconselhe com profissionais que decerto irão entender tamanha obsessão, nem que seja numa camisa de forças.
E ainda há um terceiro caso, onde as pessoas deixam de viver a sua vida normal e passam a ter vidas cibernéticas, onde o seu mais que tudo, é sempre aquele boneco/a todo/a giro/a… Porque nunca devemos deixar de sonhar, nem que isso signifique perseguir os outros, viver em completo delírio, ou em fantasias infundadas com o nosso melhor amigo computador…
Sim, porque viver no mundo real é tão mais difícil, epá, são muitos obstáculos para se conhecer pessoas, não podemos andar com a nossa melhor foto estampada na cara, nem podemos conhecer pessoas esquisitas e malucas, nem podemos viver os nossos sonhos, mesmo que estes se tornem em pesadelos…
Por favor, fãs do amor espacial, get real…
Touradas
Agora que chegou o Verão, chegou também a época das touradas. Estava eu há umas semanas atrás a conviver com a minha mãe quando ela decide que ver touradas é que é bom… Enfim, eu que adoro touradas, mesmo do fundo do coração… Estava eu a tentar ignorar aquilo, quando inadvertidamente oiço os comendadores a falarem a respeito do cavalo, como se de um jogador de futebol se tratasse…
“Ora o Afonso, não é lá muito afoito..”
“Pois, é como alguns toureiros, devia ser mais ousado e provocar o touro…”
Para quê?, para um combate desigual a dois, tipo smack down? “hei, tu aí com cornos, queres uma fight?”, ao que o Touro respondia, “epah deixa lá isso, estes espinhos na costas, estão em incomodar, tenho que me queixar ao médico”. Meu amigo, esses espinhos são a delícia do povo português culto, que adora brincar com quem tem um par de cornos. Por isso cuidados aos cornudos que andam por ai, se alguém montado num cavalo, ou burro, ou algo do género, vos espetar com uma farpa nas costas, eu começava a desconfiar…
Mas voltando ao cavalo, qual é o cavalo que no seu perfeito juízo que se vai meter com uma besta de 500Kg com cornos, que ainda por isso está cheio de dores devidos aos espetos que tem pendurados nas costas? É o mesmo que um tipo lingrinhas ir de encontro a tipo com 120 Kg de músculo, enraivecido e com vidros espetados na costas. O encontro ideal. Claro que quem se safa no meio disto tudo é o cavaleiro lá no alto, a instigar mais o touro, montado a cavalo. Mas como se diz por aí, tudo o que sobe também tem que descer, por isso quem sabe um touro especial que está para nascer faz a bela proeza de saltar por cima do cavalo, levando o seu cavaleiro pelos cornos. Sonho impossível? Quem sabe, enquanto à vida há esperança…
Mas quando estamos a falar de um touro de 500 a 600 kg forte e luzidio com o nome Micas, o caso já muda de figura. É verdade, o Micas existe, ou existiu, porque seguramente a esta hora já estará no prato de alguém. Belo touro é pena o nome Micas. Epá não inspira grande medo, ou então é um truque, com esse nome maricas o touro ainda fica é mais enraivecido e investe contra o toureiro e aquele bando de parvos a que chamam forcados.
É suposto eu torcer pelo touro? Suponho que não, mas como eu gosto de ser diferente, é isso que faço quando, infelizmente me tenho que deparar com touradas na tv ( e não posso fugir delas, a não ser que: a) parta o televisor b) tape os ouvidos e comece a cantarolar, c) perfume a sala com o meu odor intestinal, para que todos fujam e eu possa mudar de canal… o que não me parece de todo razoável… Mas pronto eu estou sempre a torcer, para que o touro consiga arremessar uns quantos bancada acima e que os outros tantos fujam com medo. Nesta ocasião especifica o touro só conseguiu deixar um pelo caminho, outro sem um sapato e com 2 costelas fracturadas… Coisa pouca portanto…
Como já deu para perceber eu sou uma super fã das touradas… Mas há uma coisa que envolve touros que eu até gosto: as largadas. Porquê? É a oportunidade perfeita para nos livramos dos bêbedos da vila e idiotas em geral, que se atiram para a frente do touro em plena corrida, e que por vezes sabem o que é voar (sensação boa, hein?) não sei quantos metros ao alto. Mesmo que fujam para o supermercado lá vai o toiro (designação correcta nos tuguês das vilas e cidades com esta infeliz tradição) atrás. Isso já aconteceu, numa certa vila, que agora é cidade, onde me tempos trabalhei e só imaginava as caras das velhinhas assustadas quando viram aquele viril e macho touro. Umas de susto outras se calhar nem por isso. O certo é que o touro não vitimou ninguém… caso para dizer: “Oh que pena…”
As telhas e os mapas da minha vida…
Em consequência de uma noticia no mínimo estranha “miúdo salvo por uma telha” ou algo do género, como se fosse possível ser salvo por uma telha… aliás se for assim vou já arranjar uma e quando me tentarem assaltar ou algo parecido saco da telha e se o ladrão for tão bem informado como eu desata a fugir, porque uma telha é sem dúvida a arma mais avançada que existe… Será que os romanos pensavam o mesmo e já havia lutas de gladiadores com telhas? Para quem não sabe, a invenção da telha é dos nossos amigos romanos…
Mas voltando ao inicio, por causa da tal noticia, eu fui ao site do Correio da Manhã, que outro jornal poderia ter noticia semelhante e o descobri foi de tal forma impressionante que nem cheguei a ler a noticia, por isso ainda hoje não sei como uma telha salvou um miúdo….
Então que descobri eu? Que existe um mapa espectacular, criando por alguém, que nos mostra as mortes ocorridas em Portugal… Mas todas as mortes? NÃO…. só as violentas que essas chocam menos… Verdade o mapa está lá e possibilita pesquisas (?!?!?!) sobre o sexo, idade, localidade, ano e mês, só falta mesmo o tipo de morte.
Senhores do correio da manhã, como lhe foi possível escapar este pormenor tão importante? É precisamente o que me interessa saber quantas mortes de facadas ocorreram no meu distrito… Eu que já fui ameaçada por uma louca na praia com uma navalha, que me gelou de morte, que acho que se me tivesse espetado a navalha já não havia pinga de sangue mas pronto. Eu fugi, ok? Não fiquei para ver… Sim porque não ter esse campo de pesquisa? Eu assim prevenia-me com uma telha, quem sabe para fazer de escudo ou algo parecido… O pior é se há mais mortes violentas com armas de fogo, ai não sei se a telha ia funcionar (?)…
Enfim fica a sugestão, senhores do Correio da Manhã, que cada vez que vos leio o meu dia fica sem dúvida mais negro e obscuro e faz com que tenha pensamentos obsessivos com tudo e todos e me apeteça andar de telha em riste, claro não vá eu poder evitar uma morte violenta ou algo do género.
Mas no meio disto tudo há uma coisa muito boa mesmo, quem quer se famoso, já sabe o que fazer ou inflige uma morte violenta a alguém ou então padece de uma… Pelo menos entra para o mapa e tem uma noticia espectacular que lhe conferem sem dúvida os 15 minutos de fama tão ansiados… Pena mesmo, é que não esteja cá para ver…
http://www.cmjornal.xl.pt/mortes-violentas
Aquele que não bate bem da bolha…
…não merece castigo. Aquele que não bate bem da bolha, chama-se Simão e é o meu gato. É verdade o meu gato não bate bem da bolha. Mas para que entendam o porquê, tenho que contar a história do principio. A primeira vez que o vi gritava que nem um desalmado na rua, o que me causou pena. Pobre desgraçado abandonado, que não tinha para onde ir. Ficou a martelar nos meus ouvidos aqueles miados desesperados, até ao dia em que fui mesmo busca-lo. E adoradora de gatos como sou, não sabia bem no que me estava a meter… Subornei-o logo com comida, para ele ficar apaixonado por nós, mas na realidade aquela cabeça deve ter pensado: ” Finalmente estou onde mereço” e foi dormir todo o dia esticado no sofá como se tudo aquilo lhe pertencesse, e pertence na cabeça dele, nós é que não sabíamos.
E perguntam vocês, sim, o que tem de extraordinário, esse gato para não bater bem da bolha?
Além de só ter uma bola, vulgo tomate, já castrado, a outra micro bola, ainda ninguém lhe pôs a vista em cima, tem 1 maminha a mais, é meio desdentado e baba-se enquanto dorme de língua de fora, ou boca aberta, levando-me a pensar que tal gato desequilibrado, só pode ter um cérebro também com um lóbulo maior que o outro.
Só assim se explica o facto, de desatar a correr que nem um louco, quando o proibimos de entrar onde for, mas em vez de ser na direcção oposta e fugir, é precisamente para o local onde ele não pode entrar. Fica assim a fazer tentativas e a correr cada vez mais depressa, como quando em miúdos jogávamos futebol humano e tentávamos quebrar a barreira… Até que entra e acalma automaticamente, como se não tivesse feito nada para lá entrar.
Ou então quando vem alguém cá a casa e para ele não fugir porta fora, o deixamos num quarto, até a pessoa entrar, começa num berreiro como se o tivesse a matar ali mesmo. Mau aspecto é o que dá, porque parece que fazemos mal ao animal.
Ou se chega alguma coisa pela correiro ou temos um presente por abrir e ele põe-se à frente, esfregando-se em tudo o que tiramos e nem nos deixa ter a visão completa do que recebemos.
Ou quando nos deixa cair a televisão, porque é tão desiquilibrado que cai do móvel a baixo e leva a tv com ele atrás. E o que aconteceu à tv? nada ele aparou a queda. E ao gato também não.
Ou quando decide que o relógio não deve estar na mesinha de cabeceira, porque ele não quer e derruba com a cauda vezes sem conta?
E vezes sem conta podia continuar, porque aquele espécie de gato é completamente louco. Vive num mundo onde ele é o senhor e dono da casa, dos humanos, das almofadas todas que faz bem questão de amassar, onde nenhum gato pode entrar, então se for, gata, sem que ele desate a lamber os beiços, e a miar que nem um depravado e salte literalmente para a espinha do dito gato ou gata, enfim, é o meu gato que eu tanto adoooroooo, mas que por vezes só em apetece apertar o pescoço gorducho dele, embora, um olhar dele, me faça logo mudar de ideias.
Questiono-me muitas vezes, se aquele miado inicial dele na rua não seria mais: ” Então humanos, levem-me para casa, como é? Não posso ficar na rua muito tempo que as minhas patinhas estão frias” E quando eu o apanhei ele deve ter pensado ” Finalmente, pela tua desobediência humana, comprometo-me a fazer chichi em todos os cantos da tua casa, para veres quem é que manda! “ Mas sempre com um ar fofinho e inocente, o que o salva de ser tão malandro e obstinado.
Aqui fica uma foto dele bêbedo que nem um cacho, mas só de sono, porque juro por Deus, que não lhe dei nenhuma cerveja ou algo parecido.
A tragédia e um corte de cabelo
Pelo meu aniversário decidi renovar o visual e como a vida está difícil até para renovações de visual e porque vá, eu, por vezes também sofro do síndrome do Tio Patinhas, pedi a uma amiga minha que me cortasse o cabelo. De longos cabelos compridos, que já me chateavam um bocadinho, quis ser radical, e passar a cabelo bem curto. Já andava a falar nisso à algum tempo e a minha mãe que nos ouviu numa dessas conversas, decidiu que seria de facto engraçado ficar com uma trança minha. Sim, mesmo aquele estilo piroso de mãe galinha que tem o primeiro dente, o primeiro pedaço de cabelo, enfim… Ao que me rebelei, ou os meus 27 anos não me dessem liberdade para tal, e disse-lhe que bem pudesse esquecer.
Mas esquecer foi o que ela certamente se recusou a fazer. E nos dias seguintes se ouvisse em falar no meu arrojado corte de cabelo, lá vinha a história da trança. Raios parta a trança, que coisa macabra. Eu sei que o meu cabelo é lindo, mas também não é para guardar como se fosse desaparecer amanhã.
Enfim certo é que no dia do corte, a minha amiga farta de ouvir a minha mãe, que só faltavam lágrimas nos olhos, a pedir o raio da trança, insistiu comigo para que eu a fizesse e a cortasse… e eu que não devia estar de facto no meu perfeito juízo concordei. Claro que seria impossível ser uma do meu cabelo todo, ou o mais certo era ficar tão careca como um barriguita, mas de uma mecha de cabelo, … enfim piroso q.b. Então levada pelas boas graças da minha amiga que já não podia ouvir a minha santa mãe, lá fiz o raio da trança e pedi-lhe para cortar.
E ela: Tens a certeza?
E eu: Sim, corta-me essa porcaria de uma vez…
Ela: Mas isso é muito, tens a certeza que é assim curto?
Eu: Sim, tapa o pescoço né? Então é isso..
Lá cortou , mas graças ao meu cabelo forte, a tesoura fez um desvio inesperado e lá fiquei com um buraco cá atrás…
A minha amiga entrou em pânico e eu a sentir uma aragem na nuca, desatei a rir da situação. E ela completamente transtornada, só me dizia: “vá molha o cabelo, molha o cabelo, para cortarmos o resto!!!”. Sim, porque não quisemos molhar o cabelo antes para a trança não ficar molhada, mas essa teria sido a decisão mais acertada. Mas quem é que se lembra de cortar uma estúpida trança?
Eu num ataque de riso histérico lá fui molhando o cabelo, até que me atingiu, e se ficar com o cabelo mais curto do que sonhei? Nos meus anos? Nãaaaaaaoooooo…..
Mas lá me sentei no banquinho para a minha amiga me acertar o cabelo. E ela que estava prestes a ter uma síncope, já estava com suores frios e o coração a bater a mil lá cortou o cabelo devagar, para ficar certo pelo menos atrás.
Claro que eu já estava novamente a rebentar de riso, porque, o cabelo cresce não é verdade? Esforcei-me ao máximo por conter o riso, não fosse desta vez ficar mesmo careca.
Claro que depois dos acertos e de ter livrado de um bom peso dos ombros, pude constatar que afinal o comprimento sempre bateu certo, ainda que por um triz, mas ficou tudo bem, sem cortes inventados para esconder o buraco, ou algo que se pareça.
Depois do “ufa, que alívio”, mais para a minha amiga do que para mim, ainda andamos com uma parte do cabelo a fazer capachinhos e a tirar fotos aos gatos com eles na tola…
Enfim quando não se bate bem da cabeça, é assim que se encontra divertimento fácil. E um novo visual também…
As marés vivas dos meus sonhos
Agora anda a dar novamente a série Maré Vivas ou Baywatch e lá fico eu a recordar e a armar-me em saudosista. Isto porque quando era miúda o meu sonho era ser nadadora salvadora. Eu e mais não sei quantos miúdos e adolescentes. Tudo por causa do Baywatch. Quem não queria andar pelas praias na maior a salvar pessoas e a conhecer tipos giros (ou miúdas)? Ser cool e popular, quem não queria? E ainda por cima ser pago para isso. E viver praticamente na praia.
Claro que agora a uns bons anos de distância, tudo me parece surreal, aquele Mitch engatatão, que se apaixonava por todas as mulheres que dessem à costa, qual el matador dos areais… Epá eu não queria um tipo assim. Um dia estava encantado comigo e no dia a seguir, lá se apaixonava por outra qualquer desde que tivesse uma boa prateleira e sei lá mais o quê. Sim porque Marés Vivas é sinónimo de mulheres boazonas, saídas da capa da Playboy. Mas que sabia eu na altura? Nem queria saber disso para nada. Pouco me importava se vestiam um 40 copa F ou um 32 copa A.
Eu qual sonhadora, até brincava com uma amiga na casa dela, fingindo ser uma nadadora em serviço, mergulhando na cama dos pais dela, que tinha uma colcha azul escura, (ideal para fazer de oceano…) e lá tentava nadar, mas o resultado era mais parecido com um peixe fora de água do que nadar mesmo. Na nossa imaginação fértil salvávamos muitas vidas e também nos apaixonávamos muito… de preferência por tipos parecidos com o Matt Brody (David Charvet)…
Quando nos fartávamos de sermos as protagonistas da história, construímos, em grande (era o que dava só ter aulas de manhã e uma tarde valer por 24 horas), casas, e praias onde as nossas Barbies eram as actrizes principais (aka nadadoras salvadoras), sempre ao estilo desta grande série. Com torre de vigia e água (da banheira) incluída.
O Mitch era o tipo bacano que todas nós queríamos ter como pai… Principalmente porque os nossos não nós deixavam sair à vontade… Compreensível para miúdas de 10 anos. Com o crescer da idade, mas também do sonho, cheguei a comprar um fato-de-banho vermelho e corria na praia ao estilo Baywatch, completamente confiante que dava uma óptima nadadora-salvadora. E depois vieram os verdadeiros nadadores salvadores nas praias, vestidos de vermelho, com a mesma bóia e tudo. É desta, pensava eu… Claro que não foi, porque simplesmente me faltava um requisito essencial que ainda hoje não possuo… Não é a figura, que está bem e se recomenda, nem a agilidade, nem a coragem ou a audácia… É que eu, pura e simplesmente ainda não sei nadar…
Mas em criança/adolescente tudo é possível…
Que vivam para sempre as Marés Vivas!
Como reconhecer um verdadeiro chato
Como já me cruzei com alguns (pela enormeeee paciência, que por vezes possuo) sei facilmente reconhecer um verdadeiro chato ou chata. Não me refiro aquelas pessoas que tem momentos chatos, isso acontece a qualquer um, mas sim aqueles que tem o condão de ser quase sempre chatos, em que os momentos interessantes é que são novidade para essa pessoa. Sim esses mesmos. Todos em algum momento da nossa vida já lidamos com um.
Ora bem o Chato para ser O verdadeiro tem que corresponder aos seguintes requisitos:
- falar incessantemente sem parar, sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo que não perceba patavina do que está a dizer.
- ter sempre uma opinião formada sobre tudo, mesmo que o assunto seja roupa interior feminina no séc. XV.
- não entender sinais básicos de aborrecimento como bufadelas e revirar de olhos.
- não deixar a outra pessoa terminar uma frase, normalmente, interromper grosseiramente, ou em alternativa, se a educação não permitir, aguardar impacientemente, abanando várias vezes a cabeça a concordar para que terminemos rapidamente.
- pode conter alguns traço arrogante e/ou pretensioso.
- não ouvir nada do que se lhe diz e repetir continuamente a mesma coisa, mesmo que o tenham visto à 5 minutos atrás.
- atrair a presa com uma abordagem simpática e com um sorriso e assim que obtém a atenção requerida, passar ao ataque.
Eles andam aí, no emprego, no trabalho, nos transportes, e alguns até vem atracados aos amigos por mero acaso.
Como nos livramos deles?
Simples. Ignorar, ignorar, ignorar. Ignoramos a pessoa, mesmo que vá contra as regras da boa educação, viramos delicadamente as costas com desculpas como:
- “Tenho que ir falar ali com o Rui, já volto!”
- (se desconhecido) “Tenho de ir apanhar o autocarro (metro, comboio, tanto faz),…”
- No emprego: ” Epá desculpa lá mas tenho que acabar aquele relatório… sabes como é…”
E por aí fora, a imaginação é o limite…
Mas e naquelas situações em que não podemos fugir, como por exemplo no autocarro?
Simples. Se é uma pessoa regular, é pegar num livro qualquer e enterrar a cabeça bem a fundo, acenando só um cumprimento ligeiro (se o chato insistir em falar-nos), mas logo de seguida olhos no livro. Ou evitar dar de caras com a pessoa, deixando-a entrar primeiro e sentar-se logo no primeiro lugar vago (mesmo que esse não seja o preferido) de forma a evita-la. Se sair na mesma paragem e olhar, é só cumprimentar ou proferir as simples palavras para não magoar ninguém: ” Estava aí? Não vi…” e andar dali para fora.
Alguns chatos tendem a perceber o padrão e a incomodar cada vez menos, mas os verdadeiros chatos não, por isso sigam estas simples regras. Não sucumbir ao chato é muito importante para a nossa sanidade mental, por isso estejam atentos. Eles são mais do que parecem e por vezes não são reconhecíveis a “olho nu”.
Por isso toca a fugir do chato…
Viva o dia das Mentiras!
Dia 1 de Abril, dia da mentiras. Ideal para se dizer aquelas verdades que ninguém quer ouvir, podendo constatar a reacção da pessoa, que a ser má, há sempre a desculpa: então não sabes que é dia da mentiras? Estava a brincar… (Pois…) E assim ninguém leva a mal.
Os mentirosos do resto do ano tem aqui a oportunidade de dizer a verdade sem que ninguém acredite neles, passando por uma mentira, mas aliviando toda aquela tensão acumulada no resto do ano.
Todo o mundo entra em colapso porque não conseguimos distinguir o verdadeiro do falso, mas é um dia de alegria e alívio para alguns, que podem dizer o que quiserem e nunca ninguém saber se só estão a brincar ou a falar a sério. Na realidade devia ser feriado nacional, já que alguns dos maiores mentirosos, merecem descansar neste dia dedicado a eles. Como por exemplo os políticos, assim já podiam comemorar este dia em paz, dando graças ao facto de alguém ter inventado este brilhante esquema e dando-lhe o nome de mentira.
Mas para o resto de nós o que significa este dia?
O dia em que brincamos, quais miúdos ou políticos, chefes, vendedores e todos os demais que usam a mentira como ferramenta do dia-a-dia e aprender com eles como detectar a mentira. Ou fingimos que estamos milionários…
Era engraçado neste dia fazerem-se comemorações e workshops sobre a dita cuja, educando o cidadão comum a reconhecer este velho meio de enganar as pessoas. E como estamos num país em que ela é de facto muito utilizada, porque não erguemos uma espécie de estatuária em honra da mesma, seleccionado uma figura pública para o efeito, como o Manuel Luís Goucha por exemplo. Até o cinismo e a mentira se fosse deuses teriam orgulho desta pessoa.
E o melhores mentirosos eram distinguidos com prémios ou até mesmo presentes.
Quem sabe o dia das mentiras no futuro se torne em algo espectacular, estilo Carnaval ou mesmo Natal. Fica a ideia.




